Grupo de trabalho da reforma tributária deve apresentar parecer em 90 dias

Prioridade do novo governo, a reforma tributária será discutida a partir de propostas que já estão em tramitação no Congresso O grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), para acelerar a construção do texto da reforma tributária deverá apresentar parecer em 90 dias. A previsão é do coordenador do GT, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Ele afirma que há um desejo da sociedade por um sistema de impostos mais moderno e que, na discussão da reforma, não existe lugar para disputas políticas entre governo e oposição. Prioridade do novo governo e tida como uma das principais pautas do Congresso em 2023, a reforma tributária vai ser discutida pelo grupo de trabalho a partir das propostas que já estão na Câmara (PEC 45/19) e no Senado (PEC 110/19). O relator do grupo é o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Em entrevista ao programa Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, Reginaldo Lopes afirmou que a partir da apresentação do plano de trabalho, serão ouvidos os líderes partidários, em busca de diálogo. Lopes disse ainda que o Fórum de Governadores, a Frente Nacional dos Prefeitos, setores econômicos e entidades que representam os trabalhadores, além de ministros da área econômica serão convidados a debater a proposta. O parlamentar enumera alguns princípios da reforma tributária, como a simplificação da arrecadação de impostos, que pode acabar com a guerra fiscal entre os estados; o enfrentamento das desigualdades regionais; e uma tributação diferenciada para alguns setores. Ele salienta que a mudança a ser proposta é um divisor de águas. “Queremos um Brasil mais moderno, com mais garantias jurídicas do ponto de vista tributário e um sistema mais progressivo, que possa unificar os tributos”, destacou. O deputado citou ainda a possibilidade de desoneração de produtos alimentícios para aliviar a cobrança de impostos da população mais pobre. Ele enfatizou o ganho de competitividade do País como principal consequência da reforma tributária. “Nós podemos, de fato, incentivar que o País possa, por exemplo, agregar valor nos seus produtos primários, que são exportados, entrar no debate da economia do século 21, da nova indústria, da indústria 4.0, da indústria verde com a transição ambiental e ecológica. Então o Brasil pode ganhar muito. ” Outra vantagem apontada pelo coordenador do grupo de trabalho é o combate à sonegação, que provocaria crescimento na arrecadação de impostos sem a necessidade de aumento na carga tributária. Fonte: Agência Câmara de Notícias
MT: licitação para nova sede da Politec será de R$ 8,4 milhões

O processo que havia sido suspenso anteriormente, agora vai ocorrer na modalidade concorrência pública A prefeitura de Sinop (MT) abriu processo licitatório para contratação da empresa que vai construir a nova sede da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no município. O certame vai ocorrer na modalidade concorrência pública, as empreiteiras interessadas devem entrem entregar as propostas no dia 13 de fevereiro, quando os envelopes serão abertos. O investimento é estimado em R$ 8,4 milhões, sendo o maior montante do governo estadual. O processo havia sido suspenso, em setembro do ano passado, para ajuste no projeto básico e a última proposta estava estimada em R$ 7,3 milhões. A expectativa do coordenador da Politec, Marcio Alexandre Monteiro, é de que não haja mais impasses para construção. “Esperamos que tenham empresas interessadas, já houve uma impugnação e os valores foram corrigidos, espero que não tenha mais nenhum problema, que saia a licitação e já comece o andamento das obras”, disse, ao Só Notícias. A obra será feita em convênio com o governo do Estado e a sede terá estrutura para todos os serviços prestados – perícia, criminalística, identificação técnica, e medicina legal, com área total de 1.403,69 m², e será situada no terreno ao lado na atual sede, rua das Ipoméias, Setor Industrial Norte. O prédio atual foi edificado em 1982, e conta com 503,30 m². Na unidade de Sinop trabalham 14 peritos criminais, 6 médicos legistas, 6 técnicos de necropsia e 6 papiloscopistas que atendem também os municípios Itaúba, Claudia, Tabaporã, Marcelândia, Claudia, Vera, Feliz Natal e União do Sul. Marcio considera que com nova sede pronta será possível aumentar o efetivo. “Esperamos ao longo do tempo receber mais profissionais, é um tamanho grande para hoje, mas se trata de uma construção a longo prazo, a cidade tem crescido demais”, considerou. Estrutura A proposta é a construção de uma sede moderna, que reúna todos os serviços prestados pela instituição (criminalística, identificação técnica, e medicina legal), e que proporcione um ambiente confortável para os servidores e à população. O edifício da nova sede será construído em dois pavimentos, com área total de 1.798 m². A estrutura será em concreto pré-moldado, com fachada em concreto aparente e vidro, e cobertura em estrutura metalizada e telha termoacústica. O diretor-geral Rubens Sadao Okada afirmou que será necessário elaborar os projetos executivos e complementares, além da planilha orçamentária para que o projeto seja licitado.“A nova sede da coordenadoria regional de Sinop é uma prioridade de toda a Politec. Precisamos melhorar urgentemente esta estrutura, pois ela não cuida só da cidade, mas de todo o entorno, de outras gerências regionais que nós temos em Alta Floresta, Guarantã, Sorriso e, futuramente, Nova Mutum. Ela é uma obra de extrema importância para o gerenciamento, inclusive, das outras unidades que são ligadas a ela”, pontuou o diretor. Para o deputado estadual, Dilmar Dal Bosco, o projeto apresentado atende à necessidade do município e irá acompanhar o pleno desenvolvimento da cidade Sinop. “Nós precisamos que o órgão público tenha qualidade de atendimento em uma cidade tão importante quanto Sinop. Quando se traz uma construção moderna, os colaboradores se sentem bem em atender. Temos que dar os parabéns ao dr. Okada que se preocupa com a qualidade da obra, que vai servir de referência para outras unidades da Politec no estado. Um projeto mais dinâmico, oferecendo qualidade, não só à população, mas aos funcionários públicos”, observou o deputado. O prefeito Roberto Dorner aprovou o projeto apresentado durante a reunião, a garantiu o apoio necessário para a conclusão da obra. “A prefeitura assumiu prontamente este compromisso de construção da Politec em Sinop, que há muitos anos está sendo prometida. Agora a verba está vindo junto ao governo do estado, e nós temos que aproveitar o momento para licitar e concluir esta obra que a população tanto necessita. O projeto está maior que a necessidade do momento, porém ela está sendo feita com a visão futura para que daqui a 10, 15 anos para que acompanhe o crescimento da cidade”, pontuou o prefeito. A reunião contou com presença da arquiteta da Politec, responsável pelo projeto, Sonia Ludovico, o diretor-geral adjunto da Politec, Emivan Batista de Oliveira e o diretor de Interiorização da Politec, Mairo Fabio Camargo. Abrangência A Coordenadoria Regional de Sinop atende 34 municípios, com um total de 146.005 habitantes e possui atualmente 66 servidores lotados na unidade, entre peritos oficiais criminais e médicos legistas, papiloscopistas, técnicos em necropsia, área meio e médicos legistas contratados. Da Redação Fonte: Assessoria/ Diário Oficial
Ponte A Tribuna será recuperada por meio de licitação

A sessão pública de apresentação das propostas está marcada para março O Governo do Estado de São Paulo publicou no dia 21 de janeiro, o aviso de licitação para escolher a empresa responsável pelas obras de recuperação, reforço e ampliação da Ponte A Tribuna, antiga Ponte dos Barreiros. A ponte tem uma estrutura de 650 m de comprimento e liga a área insular à área continental de São Vicente. A reforma marca o início da implantação da fase 3 do VLT da Baixada Santista, conectando o Terminal Barreiros à Samaritá. O ramal vai beneficiar cerca de 150 mil pessoas que residem em dez bairros da área continental e dependem do transporte público para se deslocar até Santos, município onde se localiza a maior parte das atividades econômicas da Baixada Santista. O investimento do Governo do Estado previsto para toda essa fase é de R$ 505 milhões. A sessão pública de apresentação das propostas está marcada para o dia 14 de março, às 10h30, na sede da EMTU (rua Joaquim Casemiro, 290, bairro Planalto, em São Bernardo do Campo). Reforma e ampliação O projeto de reforma da ponte A Tribuna prevê a ampliação e reforço da estrutura, duplicação da parte ferroviária (atualmente inoperante), expansão do trecho de passeio e melhorias da infraestrutura rodoviária. A previsão é de que as obras sejam concluídas em 24 meses a partir da ordem de início. Os serviços serão divididos em dez etapas, incluindo reforços estruturais, execução da estrutura metálica, remoção do pavimento atual, levantamento da estrutura da ponte rodoviária, nova pavimentação, concretagem, drenagem e iluminação pública. Após a reforma e ampliação da ponte, estão previstas as demais intervenções para a ligação do Terminal Barreiros até Samaritá. Quando for totalmente concluído, o VLT terá ao todo 27 km de extensão, considerando os 11,5 km já em operação (Barreiros – Estação Porto), 8 km do segundo trecho – entre Conselheiro Nébias e Valongo (em obras), e os 7,5 km da ligação entre Barreiros e Samaritá. Da Redação Fonte: Diário Oficial do Estado de SP
Setor de saneamento se volta a concessões municipais em 2023

O Brasil deverá contar com ao menos R$ 17,7 bilhões em investimentos em serviços de água e esgoto a partir de leilões de concessão em saneamento realizados este ano e em 2023, segundo cálculos da Abcon Sindcon, associação dos operadores privados. Nos últimos dois anos, o mercado “intermediário” de água e esgoto (de concessões de menor porte), viu uma explosão no interesse por parte do setor privado. Confira o que a Prefeitos & Governantes adiantou na edição de Saneamento sobre o assunto. Leilões de cidades pequenas têm atraído uma disputa acirrada, com mais de dez ofertas e uma gama variada de competidores. Inclusive novas plataformas têm sido criadas para atuar no nicho. Projeção da associação de operadores privados considera os 22 projetos que devem ser leiloados até o fim de 2023. A entidade lista 22 projetos a serem licitados nesse par de anos. Em 2022, três já saíram do papel, em São Simão (GO), Orlândia (SP) e Crato (CE). AO TODO, SEIS LEILÕES JÁ FORAM REALIZADOS PELO BANCO DE FOMENTO. ELES ULTRAPASSAM R$ 72 BILHÕES EM PREVISÃO DE INVESTIMENTO E PAGAMENTO DE OUTORGAS AOS ENTES CONCEDENTES AO LONGO DA CONCESSÃO. ENTRAM NESSE GRUPO, ALÉM DO RIO, LICITAÇÕES EM ALAGOAS E NO AMAPÁ, POR EXEMPLO. De outros seis projetos na carteira de saneamento do BNDES — incluindo a concessão dos serviços em Rondônia, de baixíssimo desempenho no ranking de Trata Brasil e GO Associados —, três podem sair este ano, avalia Fábio Abrahão, diretor de Concessões e Privatizações do banco: “A concessão do Ceará sai ainda neste semestre. A de Porto Alegre e de um novo bloco de Alagoas, cujo modelo estamos estudando, também devem sair este ano.” Leilões Municipais Previstos
Municípios de SP registram pior índice de gestão de recursos

Indicador criado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo mede qualidade da gestão de recursos municipais destinados a sete áreas em todo o território paulista, com exceção da capital. Áreas de Planejamento e Ambiental, respectivamente, tiveram os piores desempenhos Os municípios paulistas registraram, em 2022, a pior média do indicador que avalia a gestão de recursos municipais dentro território de São Paulo, desde que o chamado “Índice de Efetividade da Gestão Municipal” foi criado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), em 2015. Anualmente, o TCE mede a qualidade do uso de recursos destinados a sete áreas — Planejamento, Educação, Saúde, Fiscal, Ambiental, Proteção dos Cidadãos e Tecnologia da Informação — em 644 municípios paulistas, com exceção apenas da capital. Essas dimensões podem ser classificadas de cinco formas, de “altamente efetiva” a “baixo nível de adequação”, e o cálculo é feito por meio de informações que são fornecidas pelas administrações municipais e validadas por equipes de fiscalização do TCE-SP. No último ano, o índice médio registrado nos municípios paulistas foi de 46,3%, atingindo, pela primeira vez, a pior das cinco classificações. 447 gestões municipais foram classificadas com “baixo nível de adequação” e nenhuma como “altamente efetiva” ou “muito efetiva”. Das sete dimensões analisadas, cinco tiveram redução na média e foram consideradas de “baixo nível de adequação” em 2022. As áreas de Planejamento e Ambiental, respectivamente, tiveram os piores desempenhos. Os melhores foram no setor Fiscal e de Saúde, colocados como “efetivo” e “em fase de adequação”, nesta ordem. Em 2021, o indicador atingiu cerca de 50,2%, sendo classificado como “em fase de adequação”. Já no primeiro ano da avaliação, em 2015, o valor apontado foi de 71,1%, recebendo a classificação “efetivo”. Nessa época, apenas 10 municípios tiveram “baixo nível de adequação”; 198 foram colocados como “muito efetivos” e nenhum conseguiu ficar como “altamente efetivo”. Da Redação Fonte: Tribunal de Contas de SP, G1
STF mantém prorrogação da Lei Paulo Gustavo até dezembro de 2023

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, por maioria, a prorrogação do repasse de recursos para apoiar o setor cultural até o dia 31 de dezembro deste ano. Os recursos estão previstos na Lei Paulo Gustavo. A decisão do Plenário foi tomada em julgamento virtual realizado na quinta passada (2/02) e referendou liminar que já havia sido deferida pela ministra Cármen Lúcia, em dezembro do ano passado. O único voto contrário foi do ministro André Mendonça. Cármen Lúcia atendeu ação apresentada pela Rede Sustentabilidade contra a Medida Provisória 1.135/2022, que adiava socorro da União ao setor cultural e de eventos em razão dos impactos da pandemia de Covid-19. A MP foi suspensa, em novembro de 2022, pelo STF, mantendo a obrigatoriedade dos repasses da União aos estados e municípios com destino ao setor cultural. No entanto, na ação, a Rede Sustentabilidade argumenta que o governo federal não repassou recursos em tempo hábil para apoiar o setor ainda em 2022. Desta forma, a ministra do STF aceitou o pedido para assegurar o apoio financeiro no decorrer de 2023. Da Redação Fonte: Gov.br
Governo Federal investe R$ 600 milhões para reduzir filas de cirurgias

Governo Federal vai destinar R$ 600 milhões para apoiar estados e municípios na redução da fila de cirurgias, exames e consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida integra a Política Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, que será lançada nesta segunda (6/2) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, no Rio de Janeiro (RJ). O programa é uma das prioridades do governo para reduzir a espera de pacientes por procedimentos que ficaram represados, principalmente, durante a pandemia da Covid-19. O evento será a partir das 15h, no Super Centro Carioca de Saúde, no bairro de Benfica, e contará também com a presença do prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes. A necessidade de medidas urgentes que possibilitem a redução das filas no sistema público de saúde foi amplamente debatida desde o início do governo Lula e o recurso foi viabilizado pela PEC da Transição. O programa vai ofertar inicialmente R$ 200 milhões, a partir de fevereiro, para incentivar a organização de mutirões em todo o país para desafogar a demanda represada. O restante, cerca de R$ 400 milhões, será repassado de acordo com a produção apresentada de cirurgias realizadas, principalmente abdominais, ortopédicas e oftalmológicas. A ação ainda prevê estratégias para garantir equipes cirúrgicas completas e melhorar o fluxo de atendimento em todo o Brasil. Cada estado poderá estabelecer as cirurgias prioritárias, de acordo com a realidade local. A segunda fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2023, inclui exames diagnósticos e consultas especializadas, com foco em tratamentos oncológicos. O Programa representa um esforço interfederativo — da União, estados e municípios — na reconstrução do SUS e nas ações prioritárias e urgentes para garantir atendimento à população brasileira. Uma outra dimensão do programa é estruturante, voltada para a melhoria de processos de gestão das filas e do fluxo de atendimentos dos usuários e qualificação de atenção básica. CRITÉRIOS —Os critérios e detalhes para o repasse dos valores aos fundos estados e municipais de saúde serão publicados em portaria. Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Estados e municípios devem apresentar o quantitativo de procedimentos realizados e dimensionar a redução. SUPER CENTRO —O Super Centro de Saúde Carioca, que também será visitado pela comitiva federal na tarde desta segunda, é um complexo construído com investimento municipal de R$ 486 milhões e voltado para reduzir o tempo de espera e as filas por procedimentos e especialidades médicas com maior demanda. Cerca de um terço dos recursos de custeio são federais, transferidos pelo Fundo Nacional de Saúde. O centro é a maior estrutura de saúde da cidade e tem em sua composição três unidades, com 582 especialistas e capacidade para realizar 113 mil exames, consultas e procedimentos mensais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). RETROCESSO OU ESTAGNAÇÃO — O histórico recente de investimento dos programas do Governo Federal voltados para a saúde, tanto no estado quanto no município do Rio de Janeiro, passou por um processo claro de recuo ou estagnação entre 2016 e 2022. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro contava com 732 profissionais do Mais Médicos locados em 75 municípios em 2016. No fim de 2022, o número caiu para 485 médicos em 67 municípios, recuo de mais de 30% no número de profissionais disponíveis. No mesmo período, a população beneficiada foi reduzida de 2,6 milhões de pessoas para 1,7 milhão, redução de cerca de 35%. A Farmácia Popular, que oferece medicamentos gratuitos para diabetes, asma e hipertensão, passou pelo mesmo processo. Em maio de 2016, havia 853 mil beneficiados no estado do Rio de Janeiro. Em dezembro de 2022, último mês da gestão anterior do Governo Federal, o número caiu para 607 mil, queda de quase 30%. O número de farmácias credenciadas também sofreu redução, de 2,3 mil para 2,1 mil. Outros programas mantiveram-se estagnados, sem avanço de escala nos últimos seis anos. O Samu, por exemplo, conta em dezembro de 2022 com as mesmas 179 ambulâncias que tinha em maio de 2016, e o mesmo número de municípios beneficiados (60). As Unidades Básicas de Saúde (UBS) eram 1,9 mil em maio de 2016 e são 2 mil atualmente, uma quase estagnação. Outro programa sem avanços é o Brasil Sorridente, que tinha em maio de 2016 1,1 mil equipes de saúde bucal. Hoje, conta com 1,2 mil. No recorte municipal, a situação se repete. A cidade do Rio de Janeiro tinha 152 profissionais no Mais Médicos em maio de 2016, que atendiam a 524 mil pessoas. Os números foram reduzidos pela metade em dezembro de 2022. Agora, são 76 médicos e 266 mil beneficiados. Fenômeno similar ocorreu com o Farmácia Popular. O programa tinha 302 mil beneficiários em maio de 2016, número que caiu para 176 mil em dezembro de 2022. O Samu também passou por um processo de precarização no município do Rio de Janeiro. Havia 74 ambulâncias em maio de 2016, número que caiu para 50 em dezembro de 2022. Da Redação Fonte: Gov.br
Deputado Rui Falcão aponta o futuro do atual governo

Mineiro de Pitangui, Rui Goethe da Costa Falcão retorna à Câmara dos Deputados. O parlamentar recebeu 0,82% dos votos válidos com 100,00% das urnas apuradas no estado de São Paulo. Jornalista e advogado, Rui Falcão tem sua trajetória pautada em várias frentes. No parlamento, exerceu quatro mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo e em 2000 assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados ao ser eleito como deputado federal, mas se licenciou do cargo para assumir a Secretaria de Governo da cidade de São Paulo, na administração de Marta Suplicy. Filiado ao PT desde 1982, presidiu o Diretório Municipal do partido em São Paulo entre os anos de 1989 e 1992. Exerceu o cargo de presidente do Diretório Nacional do PT em 1994. Em 2011, o partido o escolheu para substituir o presidente do PT, José Eduardo Dutra que havia se afastado do cargo por motivo de saúde. Em 2013 foi eleito presidente Nacional do PT, função que exerceu até junho de 2017. Rui Falcão exerceu também o cargo de secretário de Governo da cidade de São Paulo e coordenou a campanha de Dilma Rousseff à presidência da República em 2010 e também do atual presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, em 2022. No partido, Falcão tem atuado como membro do Diretório Nacional. Já no governo Lula, seu foco está mais para a articulação política no dia a dia dos trabalhos da Câmara dos Deputados. Em entrevista cedida à Prefeitos & Governantes, Rui Falcão fala sobre o atual momento da Democracia no Brasil, democratização dos meios de comunicação, Segurança, Sistema Eleitoral e os atos antidemocráticos ocorridos no dia 8 de janeiroe, Brasília, que trouxeram prejuízos materiais ao patrimônio público. PG – O senhor tem afirmado em muitas entrevistas para plataformas digitais que a democracia no Brasil tem perdido sua essência. Qual é o motivo desse pensamento? Rui Falcão – Atualmente o Congresso Nacional está funcionando, a imprensa não está sendo censurada como na época da Ditadura, então por que nós não vivemos em uma democracia efetiva? Eu acredito que há uma perda da substância da democracia. Ela desaparece sem que haja a sua extinção formal nos dias de hoje; o motivo é porque a base da democracia, que é a soberania popular, está sendo totalmente esvaziada. É algo que precisamos recuperar nesses quatro anos. PG – E o sistema eleitoral, você é a favor da mudança? Rui Falcão – Eu sou a favor de mudanças no sistema eleitoral. Inclusive na questão de algumas regras. Sou a favor de poder pedir voto na pré-campanha. E o Fundo Eleitoral precisa mudar, pois hoje os valores só são liberados em agosto, ou seja, faltando poucas semanas para que os candidatos possam utilizar o fundo para participar das eleições. Esse debate precisa até ser mais aprofundado no PT, há divergências. Precisamos ampliar a participação das mulheres. Ir além do que está posto hoje. Também acredito que seria necessário ter mais tempo de expressão nas propagandas eleitorais dos partidos políticos, principalmente em debates de cargos majoritários. PG – Por falar em democracia é sabido que o atual presidente quer democratizar os meios de comunicação. Qual é a sua visão sobre isso? Sobre a democratização dos meios de comunicação, a urgência vem principalmente por conta das plataformas de redes sociais que ampliam os conteúdos e atingem mais pessoas. Também é necessário de alguma forma regulamentar a Concessão de Serviço Público (Rádio e TV), baseado é claro na Constituição, que proíbe os oligopólios e monopólios. Da nossa parte, não há nenhuma intenção de censurar os meios de comunicação, porque a Constituição proíbe. É preciso ainda regulamentar as plataformas digitiais como está sendo feito na Europa hoje em dia. Instituir um pagamento, por parte das plataformas. É importante que haja algum tipo de regulação dessa plataforma. PG – Sobre a Segurança Militar: qual é a sua opinião, como o governo deveria agir daqui para frente? Rui Falcão – Creio que o que não pode é ter um aparelhamento. Lula disse que vai mandar todo mundo de volta. Ele foi criticado até por gente do nosso partido. Eu acho que Lula precisa dar publicidade às suas ideias, a população precisa reconher que o presidente está seguindo com suas promessas. É preciso mudar a formação dos militares, acabar com a teoria do inimigo interno, a Guerra Fria já acabou. É também preciso ter um outro tipo de polícia onde a população não seja a principal suspeita. A desmilitarização da Segurança faz parte da democratização do Estado. PG – Qual é a reflexão que você faz sobre o ato que ocorreu no dia 8 de janeiro? Rui Falcão – Vi pela televisão os antidemocráticos que aconteceram no dia 8 de janeiro. De qualquer maneira, essas medidas precisam ter segmentos, apuração dos atos e os locais que foram depredados. Em seguida, as prisões, consta que já foram feitas centenas delas, inclusive. Alguns foram financiadores e a esses também devem se estender os mandados de prisão e é preciso de mobilização popular permanente no governo. E o que a gente tem que ver nisso daí, a vitória de Lula não normalizou o país. Não estamos vivendo na normalidade. Precisamos de grandes transformações sociais, políticas, econômicas, culturais e ambientais para chegarmos nisso. ______________________________________ Entrevista cedida à revista Prefeitos & Governantes por meio da Assessoria Nacional do Partidos dos Trabalhadores (PT)